Favela, violencia urbana y políticas de seguridad pública en Río de Janeiro. // Favela, urban violence and public security policies in Rio de Janeiro
Keywords:
Favelas, Violencia, Narcotráfico, Estado, Políticas públicas.Abstract
Este artículo se propone: a) discutir la construcción simbólica de las favelas y las conceptualizaciones sobre la violencia urbana y el narcotráfico; b) analizar cómo estás definiciones inciden en el diseño y en la instrumentación de las políticas de seguridad pública. A partir de 1980, las acciones del Estado brasilero se orientaron por la denominada “guerra al crimen”, consolidando una noción hiperreal de la violencia que tornó a las favelas en territorios de excepción permanente. Las consecuencias sociales, políticas y económicas de esta guerra, sumada la asunción del Partido de los Trabajadores (2003-2016) y la presentación global de Brasil a través de los mega-eventos, redundaron en la formulación de las Unidades de Policía Pacificadora (UPPs). No obstante, pese a los objetivos manifiestos de esta fuerza, sus acciones cotidianas se basan en la conceptualización hegemónica de las favelas y sus habitantes, entrelazando y reproduciendo las miradas represivas con la necesidad de tutelaje. Estos debates se sustentan en un trabajo de campo etnográfico, efectuado entre 2010 y 2015 en la favela definida por las autoridades estatales como “modelo” de sus intervenciones, entrevistas en profundidad, declaraciones públicas de los implicados y el uso de fuentes secundarias.
Favela, urban violence and public security policies in Rio de Janeiro
Downloads
References
ARAÚJO, Fábio Alves (2016) "Não tem corpo, não tem crime : notas socioantropológicas sobre o ato de fazer desaparecer corpos". Horizontes Antropológicos, Nº 22, pp. 37-64.
BARBOSA, Antônio Rafael (2005) Prender e Dar Fuga. Biopolítica, sistema penitenciário e tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Tesis de Doctorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, pp. 539.
BARREIRA, Marcos (2014) "A vitrine e a guerra: estratégias territoriais de ocupação e integração das favelas cariocas". Revista Continentes (UFRRJ), Nº5, pp. 45-75.
BAUDRILLARD, Jean (1993) El intercambio simbólico y la muerte (1a ed.). Caracas: Monte Avila.
BRITO, Felipe (2013) "Considerações sobre a regulação armada de territórios cariocas". En: Felipe Brito, Pedro Rocha Oliveira (Eds.); Até o ultimo homem: visões cariocas da administração armada da vida social. São Paulo: Boitempo, pp. 79-114.
CANO, Ignacio (2006) "Políticas de seguridad pública en Brasil: Tentativas de modernización y democratización versus la guerra contra el crimen". Sur– Revista Internacional de Derechos Humanos, Nº 5, pp. 136-155.
CANO, Ignacio, BORGES, Doriam, RIBEIRO, Eduardo (2012) Os donos do morro. Uma avaliação exploratória do impacto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Río de Janeiro. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Publica
CARDOSO, Francisca, CECCHETTO, Fátima, CORRÊA, Juliana, SOUZA, Tiago (2016) "Homicídios no Rio de Janeiro, Brasil: uma análise da violência letal". Ciência & Saúde Coletiva, Nº 21, pp. 1277-1288.
DUARTE, Maximiliano (2016) "Diálogos pendientes: la incidencia de la esclavitud en la construcción social de la favela". Política & Trabalho. Revista de Ciências Sociais, Nº 44, pp. 145-163.
FERREIRA, Letícia (2013) "'Apenas preencher papel': reflexões sobre registros policiais de desaparecimento de pessoa e outros documentos". Mana, Nº 19, pp. 39-68.
GRILLO, Carolina (2013) Coisas da Vida no Crime. Tráfico e roubo em favelas cariocas. Tesis de Doctorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro, pp. 280.
INSTITUTO DE SEGURIDAD PÚBLICA (2016) Rio de Janeiro: a Segurança Pública em números. Evolução dos principais indicadores de criminalidade e atividade policial no Estado do Rio de Janeiro – 2003 a 2015. Rio de Janeiro: Instituto de Segurança Pública.
LEÃO, Ingrid (2011) Execuções sumárias, arbitrárias ou extrajudiciais: efetividade das recomendações da ONU no Brasil. Tesis de maestría, Universidade de São Paulo, São Paulo, pp. 215.
LEEDS, Elizabeth (1998) "Cocaína e poderes paralelos na periferia urbana brasileira: ameaças à democratização em nível local". En Alba Zaluar, Marcos Alvito (Eds.) Un século de Favela. Rio de Janeiro: FGV; pp. 233-276.
LEITE, Marcia (2008) "Violência, risco e sociabilidade nas margens da cidade: percepções e formas de ação de moradores de favelas cariocas". Em Luiz Antonio Machado da Silva (Ed.) Vida sob cerco: violência e rotina nas favelas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/FAPERJ; pp. 115-142.
LEITE, Marcia (2000) "Entre o individualismo e a solidariedade: dilemas da política e da cidadania no Rio de Janeiro". Revista Brasileira de Ciências Sociais, Nº 15, pp. 43-90.
LYRA, Dyogo (2013) A República dos meninos. Rio de Janeiro: Mauad Editora.
MACHADO DA SILVA, Luiz Antonio (2008) "Violência urbana. Sociabilidade violenta e agenda pública". En Luiz Antonio Machado da Silva (Ed.) Vida sob cerco – violência e rotina nas favelas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/FAPERJ; pp. 35-46.
MACHADO DA SILVA, Luiz Antonio (2012) "A partir do relatorio de SAGMACS: as favelas, ontem e hoje". En Marco Antonio Mello da Silva, Luiz Antonio Machado da Silva, Leticia Freire, Soraya Silveira Simões (Eds.) Favelas cariocas: ontem e hoje. Rio de Janeiro: Garamond; pp. 51-64.
MACHADO DA SILVA, Luiz Antonio, LEITE, Marcia (2008) "O que os favelados dizem quando falam desses temas". En Luiz Antonio Machado da Silva (Ed.) Vida sob cerco – violência e rotina nas favelas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/FAPERJ; pp. 47-76.
MENEZES, Palloma (2013) Rumores e criticas em favelas “pacificadas”: um estudo sobre como moradores e policias avaliam as Unidades de Policia Pacificadora. Buenos Aires, CLACSO/Asdi.
MENEZES, Palloma (2015) Entre o “fogo cruzado” e o “campo minado”: uma etnografia do processo de “pacificação” de favelas cariocas. Tesis de Doctorado, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, pp. 431.
MISSE, Michel (1997) "As ligações perigosas: mercado informal ilegal, narcotráfico e violência no Rio de Janeiro". Contemporaneidade e Educação, Vol. 2, Nº 1; pp. 93-116.
MISSE, Michel (1999) Malandros, marginais e vagabundos: a acumulação social da violência no Rio de Janeiro. Tesis de Doctorado, Universidade Candido Mendes, Rio de Janeiro; pp. 416.
MISSE, Michel (2008) "Sobre a acumulação social da violência no Rio de Janeiro". Civitas, Vol. 8, Nº 3; pp. 371-385.
MISSE, Michel (2010). "Crime, sujeito e sujeição criminal: aspectos de uma contribuição analítica sobre a categoria 'bandido'". Lua Nova: Revista de Cultura e Política, Nº 79; pp. 15-38.
MISSE, Michel, GRILLO, Carolina, TEIXEIRA, Cesar, NERI, Natasha (2013) Quando a polícia mata: homicídios por "autos de resistência" no Rio de Janeiro (2001-2011). Rio de Janeiro: NECVU/Booklink.
MORAES, Joysi, MARIANO, Sandra, FRANCO, Andrea (2015) "Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro: uma história a partir das percepções e reflexões do gestor responsável por sua implantação". Revista de Administração Pública,Nº 49; pp. 493-518.
SOARES, Luiz Eduardo (1996) Violência e política no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: ISER.
SOUZA E SILVA, Jailson, ARAUJO, Thiago (2012) Mídia e favela : comunicação e democracia nas favelas e espaços populares. Rio de Janeiro: Observatório de favelas.
VENTURA, Zuenir (1994) Cidade partida. São Paulo, Companhia das Letras.
ZALUAR, Alba (1985) A máquina e a revolta : as organizações populares e o significado da pobreza. São Paulo-Brasil, Brasiliense.
ZALUAR, Alba (2007) "Democratização inacabada: fracasso da segurança pública". Estudos Avançados, Nº 21, pp. 31-49.
Downloads
Published
Issue
Section
License

The works published in this journal are under Creative Commons Attribution - NonCommercial - ShareAlike 3.0 License.
The acceptance of collaborations by the journal implies the non-exclusive transfer of the patrimonial rights of the authors in favor of the publisher, who allows the reuse, after its edition under Creative Commons Attribution-NoCommercial 3.0 License. Such license indicates that it is possible to copy, communicate and publicly distribute its content whenever it is cited to the individual authors and the name of this publication, as well as the editorial institution.
The assignment of non-exclusive rights also implies authorization by the authors so that the work is housed in the institutional repository of the Faculty of Social Sciences (University of Buenos Aires) and disseminated through the databases that the editor considers appropriate for their indexing, with a view to increasing the visibility of the journal and its authors.



