Revolução, violência e democracia. O regime mexicano interpretado por Elena Garro (1954-1968)

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.62174/olac.9626

Palabras clave:

Elena Garro, regime pós-revolucionário, violência, História Intelectual

Resumen

Grande parte dos estudos sobre a política mexicana contemporânea se dedicam ao processo da Revolução Mexicana ou ao esfacelamento do Estado pós-revolucionário a partir da crise do autoritarismo com o Massacre de Tlatelolco (1968). Este artigo busca olhar ao período anterior, de fortalecimento do caráter autoritário no Estado. O objetivo é compreender algumas tensões e disputas no cenário político frente às investidas violentas –concretas ou simbólicas– dos governos do Partido Revolucionário Institucional entre 1954 e 1968. Esse momento marca uma virada nas estruturas políticas do regime: o centro se desloca da Constituição de 1917 à hegemonia partidária legitimada por discursos e práticas autoritárias. Para isso, analisa-se a obra jornalística e literária de Elena Garro (1916-1998), buscando suas interpretações sobre o debate político no México em meio à guinada e subsequente crise do autoritarismo. Também se pretende comprovar que a atuação político-intelectual de Garro é indispensável para entender a produção (ou apagamento) da memória sobre a escritora. Desse modo, o artigo critica a leitura mais corrente de que Garro teria sido sabotada por Octavio Paz e seu círculo letrado. Sustenta, ao contrário, que a autora foi uma voz importante e atuante no debate público mexicano – sendo seu esquecimento explicado por razões múltiplas, entre as quais seu papel de intelectual opositora do priismo.

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Publicado

2024-11-12

Número

Sección

Dossier: "Las mujeres en el pensamiento crítico latinoamericano y caribeño: genealogía, periodización, temas y dilemas"