
n. 3 (Nov.2013-Out.2014): “Cidades neoliberais”: políticas urbanas, design e justiça social
Nos últimos anos, a sociologia urbana aprofundou um movimento em direção à interdisciplinaridade e a integralidade, atendendo tanto o papel das variáveis denominadas estruturais quanto dos processos culturais. Nesse marco, novos desafios se somaram à agenda da pesquisa sobre a cidade: o papel das chamadas “economias criativas” e sua forte associação com os polos de design, o desenvolvimento e a aposta pelas indústrias culturais não contaminantes, a virtualização de uma parte dos processos econômicos e financeiros, como também políticos e sociais – e seus alcances. Essas mudanças convivem com as novas formas que os problemas clássicos adquirem: a segregação sócio espacial, os processos de renovação urbana, a persistência da injustiça social na cidade, entre outros. Esse número aborda as atuais políticas urbanas – em particular aquelas que se referem ao espaço público e habitacional – em um cenário onde coexistem dificuldades crescentes em amplos setores sociais para concretizar o acesso à “centralidade” urbana (Lefevbre, 1972), ao mesmo tempo em que experimenta o desdobrar sustentado pelo capital imobiliário, que modificou radicalmente a territorialidade urbana.


