“Não existe racismo no Brasil”: características e consequências de um fenômeno invisibilizado

Authors

DOI:

https://doi.org/10.62174/psocial.8268

Keywords:

Preconceito, Racismo, Discriminação racial, Violência, Redes sociais. Palabras-clave, Prejuicio, Discriminación racial, Violencia, Redes sociales. Keywords, Prejudice, Racism, Racial discrimination, Violence, Social networking

Abstract

In this paper, we aim to discuss social perceptions about the characteristics and consequences of racism in Brazil. To do this, we analyzed 1.000 comments made on the public Facebook page of Leandro Karnal, a well-known professor and writer in Brazil, who promoted a debate on his social media by asking black people to describe how they feel in Brazil, in response to the question: "Is Brazil a racist country?". The analysis, carried out using IRAMUTEQ software, generated four thematic classes: "Reality of racism", "Brazilian racism", "Brazilian government" and "Racism is not mimimi", showing the perception that we live in an extremely racist country, although many still try to make the phenomenon invisible. The responses brought together everyday experiences and violence of the reality of racism in Brazil (suspicion in supermarkets, shopping malls, "jokes" and discrimination in different contexts, such as school and work), experiences shared among the respondents and which express a generational character. In addition, the comments addressed structural racism, both "subtle" and blatant; and the social and political consequences of a government that did not recognize its existence. We therefore discussed the recognition and public debate on racism as the first condition for transforming this social reality.

Author Biographies

  • Fernanda Cristina de Oliveira Ramalho Diniz, Universidade Federal da Paraíba e Universidad Complutense de Madrid
    Psicóloga desde 2019, mestra em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB (2021), como bolsista CNPq, e doutoranda em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB)/Brasil com estágio de Doutoramento na Universidad Complutense de Madrid (UCM) /Espanha, como bolsista Fapesq/CAPES. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Comportamento Político (GPCP/UFPB/Brasil) desde a iniciação científica e de atividades de investigação junto ao Departamento de Antropologia Social e Psicologia Social (UCM/Espanha). 
  • Luiza Lins, Universidade do Minho - UMinho/Portugal
    Investigadora de pós-doutoramento no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), Universidade do Minho. Doutora em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB)/Brasil, licenciada e mestra em Psicologia pela Universidade Federal de Sergipe (UFS)/Brasil. Realizou estágio de Doutoramento na Universidad Complutense de Madrid (UCM)/Espanha, onde desenvolveu atividades de investigação junto ao Departamento de Antropologia Social e Psicologia Social. Tem desenvolvido estudo sobre relações intergrupais, representações sociais, interseccionalidade, preconceito e identidades sociais.
  • Ana Raquel Rosas Torres, Universidade Federal da Paraíba - UFPB/Brasil
    Psicóloga desde 1988, mestra em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB (1992) e doutora em Psicologia pela University of Kent at Canterbury (Grã-Bretanha, 1996) e pós-doutora em Psicologia Social pela Université de Provence (França, 2006 ). Professora associada da UFPB e pesquisadora bolsista do CNPq
  • José Luis Álvaro Estramiana, Universidade Complutense de Madrid – UCM/Espanha
    Psicólogo, mestre (1982) e doutor (1988) em Psicologia Social pela Universidade Complutense de Madrid – UCM. É catedrático em Psicologia Social na mesma universidade. É autor e coautor de capítulos de livros e artigos científicos publicados em revistas europeias e latino-americanas

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Published

2023-12-25

Issue

Section

Dossier