“Não existe racismo no Brasil”: características e consequências de um fenômeno invisibilizado
DOI:
https://doi.org/10.62174/psocial.8268Palabras clave:
Preconceito, Racismo, Discriminação racial, Violência, Redes sociais. Palabras-clave, Prejuicio, Discriminación racial, Violencia, Redes sociales. Keywords, Prejudice, Racism, Racial discrimination, Violence, Social networkingResumen
En este artículo pretendemos analizar las percepciones sobre las características y consecuencias del racismo en Brasil. Para ello, se recopilaron 1000 comentarios en la página pública de Facebook de Leandro Karnal, un reconocido profesor y escritor en Brasil, quien pidió a los negros que describieran cómo se sienten en Brasil, respondiendo a la pregunta: “¿Brasil es un país racista?”. El análisis, realizado con la ayuda del software IRAMUTEQ, generó cuatro clases bien definidas: “Racismo realidad”, “Racismo al estilo brasileño”, “Gobierno brasileño” y “El racismo no es mimimi”, evidenciando la percepción que vivimos en un país racista. En general, estas Clases traen experiencias cotidianas y violencias de la realidad del racismo en Brasil (sospechas en supermercados, centros comerciales, “bromas”, discriminación en la escuela y el trabajo), que son similares y parecen indicar un carácter generacional. Además, los comentarios abordan el racismo estructural, de manera “sutil” y descarada; y las consecuencias sociales y políticas de un gobierno que no reconocía la existencia de este fenómeno. Discutimos, por tanto, el reconocimiento del racismo como primera condición para transformar esta realidad social.
Neste artigo objetivamos analisar percepções das características e consequências do racismo no Brasil. Para tanto, foram coletados 1000 comentários realizados na página pública no Facebook de Leandro Karnal, professor e escritor de notoriedade no Brasil, que solicitava que pessoas negras descrevessem como se sentem no Brasil, respondendo ao questionamento: “O Brasil é um país racista?”. A análise, realizada com auxílio do software IRAMUTEQ, gerou quatro classes bem definidas: “Realidade do racismo”, “Racismo à brasileira”, “Governo brasileiro” e “Racismo não é mimimi”, evidenciando a percepção de que vivemos num país racista. Em geral, essas Classes trazem vivências e violências cotidianas da realidade do racismo no Brasil (suspeição em supermercado, shoppings, “piadas”, discriminação em escola e trabalho), que são semelhantes e parecem indicar um caráter geracional. Além disso, os comentários abordam o racismo estrutural, de modo “sutil” e flagrante; e as consequências sociais e políticas de um governo que não reconhecia a existência desse fenômeno. Discutimos, portanto, o reconhecimento do racismo enquanto a primeira condição para transformar essa realidade social.Referencias
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