O PAPEL DA MULHER NA ECONOMIA DOMÉSTICA ESCRAVISTA
Palabras clave:
Modo de produção doméstico mercantil escravista, A mulher e a mercantilização do corpo no Rio de Janeiro, O papel da mulher na organização e funcionamento da economia urbana, A transição da economia doméstica escravista para a economia doméstica assalariadaResumen
Proponho, neste ensaio, a construção de um conceito, o de modo de produção doméstico mercantil escravista, que seja capaz de dar sentido histórico ao papel da mulher como agente transformador. Nele, a dona de casa ocupa a posição primordial de organizadora da produção, subvertendo a imagem de mulher submissa e ociosa transmitida por viajantes e disseminada pela imprensa da época, ou aquela de trabalhadora doméstica explorada por seu marido, típica do modo de produção doméstico e tão grata às intelectuais feministas. O conceito de modo de produção doméstico mercantil escravista permite compreender melhor as relações de produção e de comercialização escravistas urbanas, bem como as afetivas, inclusive sexuais, entre os membros da família entre si e com a domesticidade, bem como a transição das relações domésticas escravistas para relações assalariadas. Em outras palavras, permite compreender como a casa escravista se transformou no lar burguês e como a escrava da casa deu lugar à “escrava” do lar, fosse ela a empregada doméstica livre ou a dona de casa pobre.Referencias
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