O Referendo colombiano de 2003 e seu ambiente informacional
DOI:
https://doi.org/10.62174/9.6126Resumo
Uma das críticas mais comuns às campanhas diz respeito sua falta de substância. Uma maneira de medir se uma campanha é substantiva é averiguar se houve uma discussão pública aberta entre as partes, ou seja, se houve uma quantidade razoável de diálogo. O caso do referendo colombiano de 2003 é peculiar. Os cidadãos foram consultados a respeito de 15 pontos distintos, o que representou, na prática, 15 referendos diferentes. Esta situação possibilitou às campanhas escolherem determinados temas para enfatizar. O que se propõe aqui é analisar, com base no modelo de Adam F. Simon, os 443 textos publicados no jornal de maior circulação da Colômbia, o El Tiempo , que trataram do referendo no período entre 25 de agosto e 25 de outubro de 2003 (o dia da votação), para aferir o grau de diálogo desta campanha e saber se o jornal fez sua parte no processo deliberativo necessário para a decisão sobre a alteração da Constituição do país. Conclui-se que o El Tiempo apresentou um volume de diálogo superior aos encontrados em outras campanhas, embora a exposição da complexidade das quinze perguntas da consulta, em que apenas uma foi aprovada, tenha tornado o processo decisório mais difícil.
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