A Liga de Defesa Nacional e a construção da hegemonía burguesa no Brasil

Autores/as

  • Magalí Gouveia Engel Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.62174/8.6113

Resumen

Entre esses literatos, médicos, juristas, professores, jornalistas é possível identificar aqueles que atuaram como intelectuais orgânicos das frações da classe dominante comprometidas com o advento e a consolidação do capitalismo, formulando e/ou difundindo propostas de (re) construção da nação pautados nas noções burguesas de civilização e de progresso. Várias organizações da sociedade civil foram fundamentais como espaços de construção e veiculação desses projetos que disputavam entre si a hegemonia nos campos intelectual e político. Entre tais agências, não apenas a imprensa, mas também a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, bem como as inúmeras Ligas criadas nas décadas de 1910 e 1920, desempenharam papel fundamental. Pensando na possibilidade de considerarmos tais instituições como um partido político no sentido gramsciano, proponho aqui examinar o exemplo da Liga de Defesa Nacional RJ, 1916), buscando analisar o projeto de construção do Brasil como nação moderna e civilizada nos termos burgueses, veiculado pelos intelectuais orgânicos que participaram de sua fundação.

Biografía del autor/a

  • Magalí Gouveia Engel, Universidade Estadual de Campinas

    Doutora em História pela Universidade Estadual de Campinas, pesquisadora do CNPq, procientista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Professora Adjunta da Faculdade de Formação de Professores da UERJ e professora colaboradora do Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal Fluminense.

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Publicado

2020-12-08

Número

Sección

Artículos