Candidaturas e mandatos coletivos: mulheres em luta pela representaçao no parlamento brasileiro nas eleiçoes de 2022
DOI:
https://doi.org/10.62174/23.10212Resumen
Os processos eleitorais são objeto central na literatura da ciência política, tendo em vista que expressa um dos momentos fundamentais da dinâmica democrática. Apesar da importância das eleições, verifica-se o crescimento da abstenção, tanto em países onde o voto não é obrigatório como também naqueles em que a obrigatoriedade ainda é constitucional. Esse aspecto nos indica que eleitores cada vez menos se sentem representados pelos partidos políticos. O sistema eleitoral brasileiro é organizado a partir de lista proporcional aberta, significa o voto é dirigido ao parlamentar e não a uma lista fechada de um partido. Nesse contexto, surge o fenômeno chamado candidaturas coletivas que é composta por mais de uma pessoa, sendo que ao ser eleita ela ocupa uma única vaga no parlamento e é constituída por co-parlamentares com o desafio de compartilhar as atividades legislativas. Tais iniciativas emergentes buscam dar respostas à crise da representação política, aos questionamentos à dinâmica partidária e eleitoral e compreender as formas de se exercer a liderança política. Analisaremos o perfil das candidaturas coletivas que concorreram às eleições de 2022 no Brasil, abordando especificamente as candidaturas femininas e o debate sobre a representação da mulher nas instituições democráticas.
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